José Maria Tavares de Andrade – Terapia panteísta ou religião da Natureza


José Maria Tavares de Andrade

José Maria Tavares de Andrade nasceu em Nazaré da Mata (PE) em 16.07.1942 . Estudou no Seminário de Olinda e tem Licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco. Foi jornalista (Revista Cruzeiro e Veja) e pesquisador da cultura popular junto a Mauro Motta (Fundação Joaquim Nabuco), Hermilo Borba Filho e Ariano Suassuna (DEC-UFPE). Desenvolveu o projeto Música Popular Religiosa que está na origem do Movimento de renovação litúrgica na Comunidade Eclesial de Base em Ponte dos Carvalhos – Cabo (PE) e do Movimento Armorial.Bolsista da Universidade Católica de Louvaina (Bélgica) entre 1970-73 obteve os títulos de Mestrado em Sociologia e em Linguistica. Fez doutorado em Antropologia com Roger Bastide (Sorbonne – Paris III, 1967) e Pós-Doutorado em Epistemologia da Complexidade com Edgar Morin EHESS, 1989.Ensinou na Universidade Estadual de Londrina (PR) entre os anos 1973-78 e em seguida na UFPB até sua aposentadoria em 1994. Atuou na Extensão Universitária junto ao pioneiro Centro de Defesa e Direitos Humanos, fundado por Don José Maria Pires. Criou a Disciplina Antropologia da Saúde/Doença e o Grupo Interdisciplinar de Plantas Medicinais ensinado e pesquisando no Mestrado em Ciências Sociais da UFPB.Deste 1994 é pesquisador do Institut de recherche interdisciplinaire sur les sciences et la technologie – Université de Strasbourg – França, sendo responsável pelo Seminário de Etnomedicina.Publicou entre outros: “Magie, ethnomédecine et religiosité au Brésil”, L’Harmattan, Paris, 2013 e “Terapia panteísta Religião da natureza”, Massangana, Recife, 2010.

Terapia panteísta ou religião da Natureza

O movimento panteísta (1922-1964) foi estudado em Recife, enquanto fenômeno mágico-religioso extraordinário, enigmático e eclético, mais que sincrético. Ele é polêmico quanto às suas origens e seus impactos na cultura popular, segundo interpretações diversas que foram dadas pela impressa escrita ou por pesquisadores da época. Trata-se de preservar elementos da pesquisa, feita com a colaboração do músico José Generino de Luna, sobre Música Popular Religiosa (DEC-UFPE, 1067-70). Enquanto alguns movimentos religiosos, ou movimentos sociais em geral, destinam-se a entregarem uma tendência global, de unificação ou padronização cultural, o Panteísmo ao contrário, recuou para um “paradigma perdido” – termo utilizado por Roberto Motta, ao escrever o prefácio do livro.

 

Paletras: Os pilares do Panteísmo

Os pilares que fundamentam a religiosidade panteista foram explicitados no auditório da Livraria Cultura, ao lado do Shopping Paço Alfândega (Recife/PE). Na foto, o palestrante, médico e filósofo francês Régis Alain Barbier, sentado ao lado do professor de Filosofia da UFPE Thiago Aquino. A palestra, bastante inclusiva, foi marcada pelo bom humor e pelos hábeis oradores. O Instituto Universo Panteísta agradece a participação de todos e espera que não tarde a acontecer outro espirituoso reencontro!

PALESTRAII