Objetivos

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Procurando contribuir com a resolução da inegável e incontornável crise existencial e societária, hoje globalizada, o iUP objetiva estudar e divulgar a virtude e eficácia de alguns princípios filosóficos panteístas:

PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS PANTEÍSTAS

1) igualar o conceito ‘deus’ à unidade essencial da criação ou estado-de-ser;

2) negar a existência de um criador separado ou ‘transcendente’ ao Cosmos;

3) afirmar a virtude e a legitimidade dos indivíduos frente à experiência existencial;

4) enaltecer os potenciais de sabedoria dos indivíduos;

5) cultivar e honrar as virtudes filosóficas;

6) celebrar e amar a vida e a Natureza;

7) reformular as virtudes ditas teológicas numa expressividade eficaz: “eu aspiro com confiança mais amor todos os dias“.

Mas e você? Quem é você? Um banido, uma coisa estranha sem dimensões, algo que não é corpo, que não é cosmos? Ou então você é natureza como um pássaro, uma flor? Uma união misteriosa de cosmos e consciência: o mundo consciente e a consciência do mundo, rebis eternal (do latim res bina, significando dupla substância), sagrada unidade das ‘res’ ou substâncias? É você quem diz e decide…

Portanto, esse instituto é dedicado aos que reconhecem a natureza própria como ela é, enraizada na unicidade cósmica, cultivando uma autoestima central, uma confiança basilar nas próprias visões, valores e intuições; aos que sabem que opinar sobre a existência, o mundo e a vida, é, antes de tudo, opinar sobre si.

A posteriori, denota-se que dois grandes sistemas filosóficos, fundados em intuições metafísicas, modelam e orientam os processos civilizatórios e culturais. As grandes configurações existenciais afunilam entre dois eixos de perspectivas:

1) o eixo de perspectiva metafísica transcendente-transcendental, erroneamente reificado por simples dicotomia em ‘perspectiva transcendente’ (teísmo salvacionista) e ‘perspectiva transcendental’ (laicismo cientificista) pelos culturalistas brasileiros, posicionamento tributário de símbolos, relações sectárias e mitos introjetados;

2) o eixo de perspectiva metafísica cosmo-existencial explicitado nestas páginas, posicionamento filosófico monista, reportando a intuições profundas e examinadas, fenomênicas, como explicitado nestas páginas. Do ponto de vista teológico-político, a ‘episteme representativa’ fundamenta a estruturação psicossocial dualista e sectária, enquanto os princípios filosóficos da perspectiva unitária são participativos e experienciais, dialógicos, exigindo honrar a natureza própria e a lucidez da razão.

Enquanto o posicionamento teísta afirma que: “(…) a felicidade suprema exige sacrifício e dor e não prazer (…) que está na visão beatífica sobrenatural apenas obtenível além dos portais da vida: apenas na vida futura” – Introdução à Filosofia; B. Mondin: Paulus, 1980; pág. 96-98 – sugerindo a rendição da razão e bom-senso ao dogma e à negação da vida, o posicionamento cosmo-existencial, monista, evoca e explicita uma realização na qual a incomensurabilidade do conceito Kósmos torna-se equivalente ao conceito Theós, unidade enraizada no interior-em-si – uma intuição estética e abstrata que inverta a posição ortodoxa e kantiana.

Pontuando e retificando o que escreve Voltaire em Le philosophe ignorant XXIV: “(…) les hommes se conduisent par la coutume et non par la métaphysique” (os homens se conduzem pelo hábito e não pela metafísica), evidencia-se, sem margem de dúvida: o que mais decisivamente determina a política das nações, logo a conduta dos humanos: é a metafísica. Bem examinado, ou introjetado por hábito e sem discussão: é que se pensa e se ajuíza profundamente de si mesmo e das sua relação com o todo, isto é a perspectiva metafísica que se admite e se aceita, que mais determina a qualidade do que se experiencia nas culturas.

Não escapa a ninguém dotado de bom-senso suficiente que essa mesma extrapolação e projeção idealista e futurista da salvação fundamenta as doutrinas onde se conjugam políticas estatais autoritárias e sistemas econômicos cientificistas, instituídos em moeda fiduciária, sem lastres, ou desmaterializadas e monopolizadas, praticando um sistema de emissões e escriturações diferenciado empréstimos e juros variáveis, desde os mais rigorosos e elevados, exigindo sacrifícios atuais em prol a uma prosperidade futura, até os empréstimos sem juros e simples doações (como essas antigas ‘indulgências’) de acordo com a importância social e posição política dos que emprestam.

Apenas o sóbria agregação metafísica dos conceitos Kósmos e Theós, aporta os valores essenciais à atualidade e dimensão existencial, propiciando gerenciamentos, investimentos e investigações mais estruturantes, virtuosas e criativas do ponto de vista sociocultural: denota-se fundamental pesquisar o mérito dos mitos, dogmas e metáforas na estruturação psicossocial, meditando epistemes e paradigmas aptos a gerar outros modelos, sistematizando a investigação.

Entre imaginar-se: 1) uma criatura degredada, banida de planos sobrenaturais, condicionada e estratificada em funções mandatórias, em busca de alguma forma de redenção, ou, 2) reconhecer-se como uma criatura cósmica aperfeiçoável mas, justamente assentada no seu habitat, residem encruzilhadas e destinos, teologias e políticas definidoras, epistemes fundamentais. Cada indivíduo é chamado a se posicionar e escolher: enredar-se em determinismos instintivos e impressões culturais fundamentadas em processos superestratificadores, ou superar. A bifurcação só se vence e transcende assentado numa apreciação íntima, profunda e vital, parcialmente analisável, por ser intuitiva, pré-predicativa, holisticamente significativa. Quem você é?

É a convicção desse instituto que a resolução da crise existencial e societária globalizada só se efetuará a partir da aquisição funcional, plena, de um nível de consciência integrado no qual o ‘outro’ e toda a natureza serão considerados como partes de si mesmo, e, em que o estado-de-ser de essência naturalmente imanente, sentir-se-á em sintonia e sincronia com uma cultura profundamente participativa.

A sábia transferência e conversão da harmonia cósmica, orbi, para o âmbito comunitário, urbi, revela ser a vocação mais alta da humanidade. Cada infante nasce depositante creditado de bilhões de anos de experiências cósmicas, naturais e culturais, facultando o reconhecimento e conectividade com a melhor herança cultural e a sabedoria mais genuína dos vanguardistas e filósofos, capaz de superar e enriquecer o que foi introjetado ou aprendido.

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